Maria Eduarda de Faria Abreu começou a deixar rastros nos resultados oficiais da IBJJF ainda nas categorias infantis, competindo nas divisões Teen com faixa laranja e verde antes de completar a transição para o calendário adulto e juvenil. Formada em academias como Gordo Jiu-Jitsu e DreamArt antes de encontrar seu lar competitivo na R1NG BJJ, ela construiu uma base técnica diversificada que reflete bem a pluralidade de influências recebidas ao longo de sua formação. A combinação de trabalho em múltiplas equipes de alto nível e uma exposição precoce a competições internacionais moldou um estilo que equilibra técnica de kimono com eficiência no semcontato, algo que se tornaria central em sua carreira.
Na faixa azul, Maria Eduarda entregou alguns dos resultados mais expressivos de sua geração: ouro no Mundial IBJJF Gi 2024 (light-feather juvenil feminino), ouro no Mundial IBJJF No-Gi 2025 (feather), ouro no Europeu 2024, ouro no Campeonato Brasileiro 2024 e 2025, ouro no Sul-Americano 2025 e ouro no Pan No-Gi 2025. São 29 medalhas de ouro em competições sancionadas, um volume que vai muito além do esperado para uma atleta ainda em graduação colorida. O ouro no Mundial No-Gi de 2025 foi especialmente significativo por confirmar que sua capacidade de vencer não estava restrita ao kimono, atributo que diferencia atletas completas das especialistas.
A passagem para a faixa roxa em 2026 trouxe o encontro com um circuito mais competitivo, e Maria Eduarda respondeu chegando à final do Mundial IBJJF 2026 na divisão galo feminino roxa, conquistando a prata em uma competição de altíssimo nível. O resultado reforça que a trajetória não perdeu o ritmo com a troca de graduação. Na R1NG BJJ, ela segue como uma das atletas mais monitoradas do jiu-jitsu feminino brasileiro, com um cartel que a posiciona como candidata natural a títulos mundiais quando alcançar as faixas mais altas.